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Resinas Compostas e Lentes de Contato Dental: Qual escolher em relação à durabilidade?

Hoje vou apresentar um caso para discutir a diferença entre as resinas compostas e as lentes de contato dental em relação à durabilidade. Como escolher o melhor procedimento para você?!

O mais importante da diferença entre elas realmente é a durabilidade. O que eu levo em conta na hora de escolher, junto com o paciente, é o quanto eu acho que esse trabalho vai durar para aquele paciente em especial.

É claro que, para mim, é muito importante que o paciente saia da nossa clínica feliz e vá para casa com um tratamento estético que ele escolheu, resinas compostas ou porcelanas, por muitos e muitos anos.

Uma das coisas que eu preciso ponderar são os hábitos desse paciente. Se é um paciente que rói unhas, sofre de bruxismo ou pratica esportes de luta, por exemplo, hábitos que geram muito impacto nos dentes da frente, preciso ter mais cautela.

Então existem vários fatores em que eu pondero para garantir a durabilidade do meu trabalho, mas uma das coisas que faz eu me inclinar para o tratamento com as porcelanas é quando o paciente tem uma oclusão incorreta.

Contarei um caso para vocês para ilustrar essa questão e auxiliá-los na escolha do seu tratamento. Tenho uma paciente super antiga, que está comigo há pelo menos dez anos, e chegou à clinica depois de uma ortodontia não satisfatória. Sua queixa era a desarmonia dental, e a proposta era a reconstrução dos dentes desgastados.

Por causa da ortodontia insatisfatória, a paciente ainda apresentava uma oclusão que prejudicaria a durabilidade do tratamento estético, mas não tinha interesse em refazer o tratamento de ortodontia. Ela queria resolver o caso com o uso da estética.

Qual foi a minha sugestão, portanto, nesse caso? Propus que a gente começasse a fazer o tratamento com as resinas, já que a queixa dela era o formato dos dentes.

Então na época a gente não pensou em fazer porcelana e sim utilizar a resina, reestabelecendo as pontinhas dos dentes meio tortos, restaurando pontas com desgastes, dentes mais para trás, corrigindo a margem gengival – o que também é muito importante e já falamos bastante sobre isso.

Ficou lindo! A restauração das pontinhas dos dentes com as resinas compostas fez toda a diferença. A paciente ainda completou o tratamento com um clareamento dental, vendo as fotos do antes e depois notamos bastante a diferença não só do dente mais branquinho, mas do nivelamento gengival e dos dentes.

Essa paciente morde topo, como a gente diz. Ela bate a ponta dos dentes superiores com a ponta dos dentes inferiores. Isso não é uma oclusão correta!

O certo é que ela tivesse um trespasse em que ela mordesse esses quatro dentes da frente, principalmente, para fora dos dentes inferiores.

Então, nesta situação a resina não dura muito, porque vai sofrer um impacto diário, com o agravante que essa paciente roí as unhas.

Assim, depois de alguns anos, ela voltou para o consultório com este quadro: todas as restaurações tinham sido desgastadas de alguma maneira devido aos hábitos da paciente.

Diante desta queixa, recomendei a necessidade de investir em um tratamento um pouco mais duradouro e definitivo, que aguentasse esse impacto da mastigação, ou fazer um tratamento de ortodontia e devolver esses dentes para uma posição mais adequada, tirar o topo, tirar esse conflito da pontinha de um dente com o outro.

Então, juntas, decidimos pela primeira opção, escolhendo o procedimento com as lentes de contato dentais, que são de porcelana, muito mais duradouras.

Estabelecemos novamente as pontinhas dos dentes e tivemos a vantagem com esse procedimento de conseguir fazer o trespasse com as lentes de contato em que a paciente morde para fora, evitando o desgaste que ocorre com as resinas em que não conseguimos criar esse trespasse.

Essa paciente não queria nem mudar o tamanho dos dentes. Em termos estéticos, o resultado entre a resina e a porcelana são muito parecidos e a paciente estava satisfeita quanto a isso. O que ela não estava feliz, era ter de voltar e repetir o procedimento a cada seis meses.

Esse caso mostra a importância de diagnosticarmos se é o caso de investir em um tratamento mais definitivo. Há dez anos, quando a paciente fez o procedimento pela primeira vez, preferiu fazer um investimento menor.

Hoje ela preferiu a durabilidade, e agora ela só precisa retocar daqui há pelo menos dez anos… Eu não estou dizendo que há um tratamento melhor ou pior.

O que eu quero demonstrar aqui é como para cada paciente é um diagnóstico do que mais compensa investir e saber qual é o material mais indicado de acordo com os hábitos de cada pessoa.

Se fosse um paciente que não tivesse essa oclusão, por exemplo, muito provavelmente voltaria depois de nove anos com o procedimento praticamente perfeito.

Ficou mais alguma dúvida? Entre em contato com a Clínica Renata Avighi, em Piracicaba:
19 3377 7932

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